quarta-feira, 1 de agosto de 2012
“Um dia me perguntaram o que eu sentia exatamente por você, e eu não soube o que responder, talvez por não querer ser clichê demais. Afinal, o que eu iria responder se usasse as palavras que sempre usam? Eu diria que o seu sorriso é lindo, mas não, ele não é lindo, ele é mais que lindo, é perfeito, porém ainda acho “perfeito” banal de mais, sem contar que me diriam que não existe nada perfeito nesse mundo e então entraríamos em uma briga mais clichê ainda sobre “perfeição”. Ou então eu diria que não há nada mais lindo que a sua voz, e a pessoa me diria que há muitas coisas mais belas do que o som da voz de um garoto que eu não sei nem se verei amanhã, e de novo entraríamos numa briga mais clichê que a minha própria resposta. E então finalmente eu diria que te amo, mas o “eu te amo” é tão clichê e tão banal que acho que sinto algo a mais que o amor, e a pessoa diria que isso passa e que eu não devia me iludir tanto com coisas banais. E então eu apenas disse que adorava o jeito que me fazia sentir, afinal isso poderia até ser banal, mas fazia mais sentido do que o resto.”
autor desconhecido
@bi_cevero
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